Flanelinhas Profissionais: Esmola em CLT


Os flanelinhas já podem se considerar uma categoria. Começou como um serviço informal: moça, quer que eu olhe seu carro? Na época parecia interessante, logo que explodiu o bum dos assaltantes de som e tudo o mais. Mas hoje eles já estão bem mais organizados: usam coletinho pra pagar de segurança, nem perguntam mais se quer que olhe o carro e ainda têm a pachorra de querer estipular um preço por seus serviços não solicitados. E o pior: na calada da noite, em uma cidade onde a polícia come coxinha na falta de donuts, você nunca sabe quais serão as consequências de recusar-se a pagar. Nunca fui assaltada formalmente, mas acho que já sei bem qual é o sentimento.

Aguardem, em breve teremos flanelinhas processando clientes frequentes de bares por direitos trabalhistas. Eles já pensam que estão lá trabalhando. E é complicado para mim essa saia justa na qual me encontro, porque não quero ser a classe média que fecha os olhos para os problemas sociais que encontramos nas esquinas. Mas me recuso a pagar por um serviço inútil! Já pago quase um barão por ano pelo seguro do meu carro, não vou pagar mais cincão por um serviço que eu não preciso e que eu nem sei se está de fato sendo feito.

Enquanto isso, solta mais uma coxinha pra chefia aqui. Vai catchup?